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Resumo
de sua história
Em seu livro de
memórias, O boi e o padre, Brígido Tinoco
menciona a
fundação da Academia Niteroiense de Letras em
fins de
1931, o que de fato aconteceu, mas a instituição
logo se
desestruturou. Seus integrantes dispersaram-se, à medida que
se
foram formando, casando, assumindo funções e
responsabilidades públicas, abrindo caminho em suas
carreiras
profissionais. A Academia Niteroiense de Letras que vingou foi fundada
no dia 11 de junho de 1943, em sessão realizada na sala onde
funcionava o gabinete do diretor do Departamento de
Educação do Estado do Rio de Janeiro, Rubens
Falcão, situado no edifício da Biblioteca do
Estado,
Praça da República, sem número.
Compareceram
à reunião e
foram considerados sócios fundadores: Antônio
Santa Cruz
Lima, Brígido Tinoco, Carlos Alberto Lúcio
Bittencourt,
Dulcydides de Toledo Piza, Francisco Martins de Almeida, Francisco
Pimentel, Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, Guaracy de
Albuquerque Souto Mayor, Heitor Luiz do Amaral Gurgel,
Horácio
Pacheco, Jefferson d’Ávila Júnior,
José
Pinto Nazareth, Lealdino Soares Alcântara, Macário
de
Lemos Picanço, Marcos Almir Madeira,
Myrtharístides de
Toledo Piza, Raul de Oliveira Rodrigues, Rubens Falcão, Ruy
Buarque de Nazaré, Serafim Silva, Sylvio Lago e Walfredo
Martins.
Durante o encontro,
elegeu-se uma
diretoria provisória, assim constituída:
Myrtharístides de Toledo Piza – presidente,
Francisco
Pimentel – secretário, Lealdino Soares de
Alcântara
– tesoureiro.
Para elaborar o
estatuto, designou-se uma
comissão integrada por Myrtharístides de Toledo
Piza,
Raul de Oliveira Rodrigues e Guaracy de Albuquerque Souto Mayor. O
projeto, após amplamente discutido, foi aprovado por
unanimidade, em sessão realizada no dia 23 de junho de 1944.
O
registro em cartório deu-se somente no dia 10 de janeiro de
1957, no Quinto Ofício de Justiça da comarca de
Niterói.
No dia 10 de julho de
1943, em
reunião mais uma vez realizada no gabinete do diretor do
Departamento de Educação, os que a ela
compareceram
confirmaram os nomes sugeridos pelo presidente
Myrtharístides
como patronímicos das quarenta cadeiras da Academia. Em
assembléia-geral realizada no dia 19 de junho de 1973, 10
novas
cadeiras seriam criadas.
Ainda no gabinete do
diretor do
Departamento de Educação, em 20 de julho de 1943,
por
aclamação, foi eleita e empossada a primeira
diretoria da
ANL, em substituição à
provisória, composta
dos seguintes nomes: Myrtharístides de Toledo Piza
–
presidente, Rubens Falcão – vice-presidente,
Marcos Almir
Madeira – secretário, Geraldo Montedônio
Bezerra de
Menezes – tesoureiro, Horácio Pacheco –
bibliotecário.
A solenidade de
instalação
da Academia aconteceu no dia 27 de abril de 1944, no salão
nobre
do Instituto de Educação, atual Liceu Nilo
Peçanha.
Eleito na
assembléia geral
realizada no dia 4 de setembro de 1957, o médico e homem de
letras José de Araújo Júnior tomou
posse na
presidência da Academia Niteroiense de Letras no dia 22 de
outubro do mesmo ano. Prometeu cuidadosa e dinâmica
atuação. Com disposição e
euforia, afirmou
que sua gestão seria “uma verdadeira maratona
intelectual”. Tudo indicava um período
áureo para
os destinos acadêmicos. Porém, o presidente
adoeceu. Na
esperança do restabelecimento de Araújo
Júnior, no
respeito à sua doença sem melhoras, a Academia
manteve-se
desativada por quinze anos. Em novembro de 1972, por iniciativa de
Guaracy de Albuquerque Souto Mayor, a ANL foi reativada.
Se em sua primeira
fase (1943/57) a
Niteroiense sediou-se aqui e ali, depois de reativada não
foi
diferente. Após abrigar-se no Museu Antônio
Parreiras,
onde realizou suas reuniões por especial
deferência do
acadêmico Jefferson d’Ávila, diretor
daquela casa de
arte, com o consentimento do arcebispo D. Antônio de Almeida
Moraes Júnior teve sede provisória em ampla sala
do
edifício D. João da Matha, até
então
utilizada pelo Departamento de Ensino Diocesano. Após o
afastamento de D. Antônio, por enfermo, o administrador
apostólico apresentou exigências para a
continuidade da
utilização das dependências da
Cúria
Diocesana, julgadas inatendíveis.
Houve,
então, frustrada tentativa
no sentido de a Academia abrigar-se no Palácio Nilo
Peçanha, sede do governo estadual antes da fusão
dos
estados do Rio de Janeiro e da Guanabara.
Acolhida
temporariamente numa sala do
Serra Clube, iluminaram-se os horizontes da Niteroiense quando, por
comodato, no final da gestão do prefeito Ronaldo
Fabrício, em meados de 1977, pôde sediar-se num
dos
salões do prédio da antiga Câmara dos
Vereadores,
então administrado pela Fundação
Atividades
Culturais de Niterói (FAC). Com promessas sedutoras de
melhores
instalações, o que não se concretizou,
a FAC
transferiu a sede provisória da ANL para uma acanhada
salinha na
Rua Presidente Pedreira, levando-a, mais adiante, a desistir da
ocupação e ao conseqüente desabrigo.
Em junho de 1979,
quando ainda se
comprimia no pequeno espaço que a FAC lhe destinara, a
Academia
encaminhou ofício ao então secretário
de
Justiça do estado do Rio de Janeiro, Erasmo Martins Pedro.
Pleiteou, na oportunidade, instalar-se no sétimo andar do
Edifício das Secretarias, onde havia área em
disponibilidade. Não foi atendida em suas
pretensões.
Nova tentativa de obter abrigo no mencionado prédio ocorreu
em
setembro de 1982, dessa feita no espaço que a
Associação Fluminense de Magistrados deixara
vago.
Arnaldo Niskier, à época secretário de
Educação e Cultura, consultado, não se
pronunciou.
Por fim, em novembro de 1987, o apelo dirigiu-se ao governador
Wellington Moreira Franco, mas também não foi
atendido.
Enquanto batalhavam
pela sede, os
acadêmicos velaram-se de uma sala, onde realizaram suas
reuniões de diretoria, bem como de um auditório,
para
suas sessões solenes, dependências cedidas sem
qualquer
ônus pelo Serviço Social do Comércio
(SESC).
Em junho de 1988, ao
comemorar quarenta e
cinco anos, a ANL finalmente sediou-se, por comodato, no anexo do
antigo prédio da Câmara Municipal de
Niterói, Rua
Visconde do Uruguai, 456, num ato de gestão do
então
prefeito Waldenir de Bragança.
A data de 27 de
dezembro de 1973 é
marcante na história da Academia Niteroiense de Letras.
Registra
o dia em que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro decretou e o governador Raymundo Padilha sancionou a Lei 7.349,
pela qual a instituição foi considerada de
utilidade
pública.
Na solenidade
comemorativa do seu
cinqüentenário, ocorrida no dia 11 de junho de
1993, no
auditório Amaury Pereira Muniz, pertencente à
Fundação Municipal de
Educação de
Niterói, a A.N.L. desfraldou pela primeira vez sua bandeira,
criação do acadêmico Alberto Valle.
A ANL estrutura-se em
quatro classes:
membros efetivos (50), beneméritos, honorários e
correspondentes.
Já presidiram a ANL: Myrtharístides de
Toledo Piza,
Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, Sylvio Lago, Luiz
Palmier,
Horácio Pacheco, Jorge Picanço Siqueira e
Sávio
Soares de Sousa. Desde janeiro de 2007, a presidência
é
exercida por Jorge Fernando Loretti. José de
Araújo
Júnior, eleito e empossado, não exerceu o
mandato, por
motivo de doença, ocasionando o grande recesso já
mencionado.
Maiores
informações sobre a ANL poderão se
obtidas no
livro Dança das cadeiras: história da Academia
Niteroiense de Letras (LEITE NETTO, Wanderlino Teixeira. Imprensa
Oficial do Estado do Rio de Janeiro, Niterói, 2001. 411p.)
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do autor.
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