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![]() Pensarte (Seção
destinada à publicação de artigos e ensaios sobre
literatura, cinema, teatro, dança, música, fotografia,
artes
plásticas).
Pensarte (Seção
destinada à publicação de artigos e ensaios sobre
literatura, cinema, teatro, dança, música, fotografia,
artes
plásticas).
Lena
Jesus Ponte Natural da cidade de
Vitória (ES). Professora
com especialização em Língua Portuguesa e
Literatura Brasileira. Integrante dos
quadros da Associação Niteroiense de Escritores. Poetisa
e cronista. Sete
livros editados, um dos quais de literatura infantil, em coautoria com
Wanderlino Teixeira Leite Netto. Duas obras de cunho pedagógico,
produzidas
para o Projeto Portinari, uma em parceria com Nadya Ferreira Jesus e
outra com
Suely Avellar, Nadya Ferreira Jesus e Isabel Reis. Trabalhos publicados
em
antologias, jornais, revistas e na internet. Idealizadora e
dinamizadora, juntamente
com Wanderlino Teixeira Leite Netto, da “Oficina da Palavra Luiz
Simões Jesus”.
Site: www.lenajesus.ponte.nom.br Da
lira ao mouse Períodos de
exceção política à parte, nem a passagem do
tempo nem as mudanças tecnológicas
têm sido capazes de engarrafar o livre trânsito da
produção e da divulgação da
poesia ao longo de sua história. Antes do
registro em papel, ela era declamada ou cantada, daí a
musicalidade
característica do gênero lírico. Ainda hoje,
manifesta-se, viva, nas letras de
sensíveis compositores de música popular. Já apareceu nos
mais diferentes e inusitados suportes: pintada em vasos, leques,
xícaras de chá
e até grãos de arroz no Japão antigo; editada
precariamente em folhetos e
pendurada em cordéis nas feiras populares; estampada em
camisetas e vendida em
massa nos shoppings das cidades modernas; incorporada às
telas de
artistas plásticos; elaborada com novos recursos da
informática e veiculada em
vídeo, em DVD, na internet, até publicada em livros!... Nas décadas de
1960/1970, saltando da página impressa para o universo
tridimensional, o
poema-processo, objeto manipulável, abriu as portas da poesia
para a entrada
participativa do leitor. O poeta oferecia propostas a serem atualizadas
por um
fruidor ativo. Poesia e artes plásticas romperam suas
fronteiras, numa
integração dinâmica, e criaram novas linguagens. Com os avanços
da informática, basta estar conectado à rede para acessar
sites de
escritores. O internauta pode, ainda, tornar-se coautor de uma poesia
interativa, clicando seu mouse em certos símbolos na
tela, que o levarão
a estabelecer conexões alternativas entre as palavras e
abrirão para ele várias
possibilidades de leitura. A sintaxe não
linear dos hipertextos da linguagem informatizada vinha aparecendo em
outros
tipos de textos. São exemplos as letras das músicas Haiti
(Gilberto Gil/Caetano
Veloso) e Nato (Chico César/Tata Fernandes). Nelas,
informações aparentemente
caóticas e ilógicas funcionam como links e
fustigam o leitor no sentido
de buscar esclarecimentos que enriqueçam a compreensão. Antes lira e
papiro; hoje internet. E prossegue a poesia em seu destino, por mares
nunca
dantes navegados. Para voltar ao índice geral, clique em Revista Virtual na coluna da esquerda acima, para voltar ao índice desta revista clique AQUI |
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