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![]() Saia da gaveta Dea Maria Baldessarini Formada pela Faculdade de Letras da UFRJ. Pós-graduada em Língua e Literatura Francesas. Professora de Francês do Colégio Pedro II. Sensível também na arte da fotografia, tem associado fotos e textos de sua autoria em cartões poéticos.
Aquele homem
Aquele homem todos os dias me olha Dissimulo que não me encante sua insistência Molha o meu olhar sua desordem O caos ameaça o silêncio Que nos separa
Morro cada vez que me despreparo Dia seguinte o mesmo olhar Entrante cortante extenuante O suor no silêncio Espreita
Nada naqueles olhos Que todos os dias me olham Fere mais do que quando não me olham
Bem-vindo
Este silêncio que em tantas ditas neguei, Hoje, santo me povoa.
Silencioso lençol d’água, Submerso, costura O tecido esgarçado do cotidiano.
Todo dia me veste Para atravessar caminhos E me calça Para não sair do chão.
DDDa minha infância Da minha infância Transpiro paredes, Tranço tempos No balanço das cordas Em laçadas lembranças Da mangueira rosa.
No chão um tapete de folhas secas Estala quebradiço sem visgo. A casa plantada no meio de mim, Veste amarelo, dorme azul, Barulha folhas douradas.
À noite, um Chopin noturno Atravessa os umbrais. E a menina volta Em laçadas lembranças No balanço das cordas Da mangueira rosa.
Segundos
Desvirginando o espaço, estremecendo as folhas das árvores, assustando os pássaros, irrompendo o silêncio Da madrugada. Rombo na parede. A bala bandida Não está mais perdida. Encontra um corpo e o deita no chão. Viola o que dentro era luz E assina Made in Brazil!
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